Sábado, Agosto 12, 2006
Assuntos, Assuntos, Assuntos... vamos caçar assuntos para poder escrever algo relativamente descente!
A minha vida ''pessoal'' se resume em: faculdade, namoro, esporádicas baladinhas e um ou outro acontecimento de vez enquando. E, para não deixar o blog chato, falando sempre das mesmas coisas, vamos variar um pouquinho...
Falando em caçar assuntos, O Caçador de Pipas foi um livro que me chamou atenção apenas pelo título.
Logo na primeira vez que o ví, me interessei em lê-lo.
No começo do ano fui pra Bienal do Livro em São Paulo com o intuito de comprá-lo. Voltei frustradíssima porquê os stands estavam lotados e eu acabei sem comprá-lo. Aliás, voltei de lá sem nenhum livro. ¬¬
Enfim, de tanto falar no livro, acabei ganhando-o de presente no Dia dos Namorados.
Amei.
História comovente que humaniza os conflitos entre os sentimentos humanos mais genuínos (incluindo alguma crueldade), e aqueles impostos por uma cultura rígida e injusta.
Romance pra levarmos para a vida toda. Nos envolve a ponto de não querermos mais parar de ler:
Uma amizade frágil entre dois jovens afegãos, repleta de altos e baixos, é como o movimento das pipas no ar. Uma amizade que se torna tão dramática quanto o Afeganistão, palco da história que se inicia na década de 70, durante a monarquia daquele país, passa pela invasão soviética nos anos seguintes e termina no terror do regime Talibã.
Amir é um jovem privilegiado: pertence à etnia dominante do país (pashtu), freqüenta a escola, mora em uma bela casa e seu pai é um rico homem de negócios e figura conhecida de Cabul. É órfão de mãe e um jovem relativamente frágil. Hassan é o oposto, talvez até um outro eu de Amir. A única semelhança com o amigo é a ausência da presença materna em sua vida. É analfabeto e, assim como o seu pai, é serviçal na casa de Amir. Faz parte da minoria hazara, etnia menos abastada, geralmente discriminada e odiada no Afeganistão. Hassan é corajoso, companheiro e protetor do solitário Amir, que luta pela atenção do pai. Há um laço de amizade não apenas entre os garotos, mas também entre seus pais. O pai de Amir trata todos como sendo da mesma família.
Hassan é eternamente fiel ao amigo, sentimento que em alguns momentos faz despertar revolta em Amir. Dentre várias brincadeiras e idas ao cinema com direito à coca-cola quente, o maior passatempo dos dois é a leitura. Amir fascina Hassan ao ler contos populares para o amigo analfabeto. A ingenuidade de Hassan e o seu analfabetismo irritam Amir, às vezes. Um dia, Amir descobre uma forma de caçoar o amigo. Decide deixar de ler uma história e começa a inventar um novo final para a mesma, com as palavras que viessem de sua mente. Hassan não nota a diferença, como havia previsto Amir, e aprova a história inventada pelo amigo. Isso definiria a vida de Amir.
As pipas são o passatempo de inverno predileto dos jovens. Anualmente, um campeonato de pipas agita Cabul. Amir sonha em ganhar o campeonato para provar seu valor ao pai. Antes da competição, Amir parece desistir. Porém, mais uma vez, Hassan está ao seu lado e o ajuda a vencer o medo. Após a competição, acontece algo que muda a vida de Amir. Hassan é brutalmente violentado por três jovens. Amir presencia tudo, mas nada faz para ajudar o amigo. Decide não contar aquilo para ninguém. Mesmo após migrar com o pai para os Estados Unidos, durante a invasão soviética, o fantasma daquele dia ainda o atormenta. Amir se torna escritor, vive um feliz casamento, mas não consegue esquecer sua falha com Hassan. Um dia, ele recebe um telefonema de um amigo que morava no Paquistão e finalmente tem a chance de reparar o erro do passado. Amir volta a sua terra natal e enfrenta uma realidade cruel.
Aclamado pela crítica internacional, O Caçador de Pipas já vendeu mais de dois milhões de exemplares só nos Estados Unidos. Em tempos onde o nome Afeganistão é freqüentemente associado ao terrorismo e a figuras como Osama bin Laden, o livro de Khaled Hosseini talvez nos ajude a vencer preconceitos. O caçador de Pipas nos mostra que mesmo no terror ainda há espaço para o humano, a amizade e o amor. Além da história em si, o livro nos brinda com uma cultura totalmente desconhecida para o mundo ocidental e mostra que não há fronteiras para o drama humano.
Quem de nós, em certas situações da vida, nunca foi covarde como Amir mesmo querendo ser Hassan. O livro nos mostra que "há um jeito de ser bom de novo". Temos a mesma oportunidade que Amir teve. Emocionante!!!!
Depois de tamanha "propaganda", nem preciso dizer que está mais que recomendado né?!
Além desse, terminei há pouco "A Cura de Schopenhauer" e estou lendo agora "Mentiras no Divã" ambos de Irvin D. Yalom. Mas, estes, são assuntos para um próximo post. ;o)
Kisses...
Natty Mell 8:36 PM
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Nome: Natália
Apelido: Natty, Ná
Idade: 19 anos
Aniversário: 03/12
Estudante de Psicologia!



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